O Ritual
Este ritual exige um local em que a/o aspirante tenha completa privacidade. Ele/a deve estar
nu/a no centro do círculo com os braços abertos em forma de cruz. Na mão esquerda encontra-se a
rosa vermelha. Em sua cabeça deve estar a coroa. Nesta posição deve se manter durante alguns
minutos enquanto visualiza uma corrente contínua de luz descendo sobre sua cabeça, passando para
seu corpo e este distribuindo-a para todo o círculo, que se preenche de luz enquanto fora dele há
apenas trevas. Quando sentir o círculo saturado por esta luz deve então dirigir-se ao altar e dizer,
depositando a rosa:
"À ti, oh bela ASTAPHE, ofereço-te esta rosa escarlate, da cor de teu amado. Que sua luz ilumine
e guie meus caminhos tanto nesta noite ainda mergulhada em trevas como na aurora que está a ser
anunciada."
A seguir deve, em sentindo anti-horário, posicionar-se ao Norte. Após traçar o pentagrama de
invocação da terra, mantrar o nome Zimimay. Ao Oeste deve-se traçar o pentagrama de invocação
da água e mantrar o nome Corson. Ao Sul deve-se traçar o pentagrama de invocação do fogo e
mantrar Gaap. Ao Leste traçar o pentagrama de invocação do ar e mantrar Amaymon. Retornar ao
centro do círculo na posição inicial e proclamar:
"A Vós convoquei, oh Grandes Reis, para que assistam-me em minha revelação a vós. Que meu
grito ecoe por todo o CHAOS. Que todo ser do Cosmos saiba quem sou. Sou um(a) filho(a) de
Deuses, possuindo a divindade em mim. À mim as estrelas brilham, à mim os ventos cantam, à mim
as flores enfeitam os caminhos. Pois Eu sou aquele(a) que é filho(a) de Lúcifer, cuja essência
encontra-se em toda a criação. Nele foi meu princípio, nele será meu fim. Minha Vontade é voltar a
Ti, oh Pai, e aqui selo meu compromisso contigo. Pai ilumina-me com teu conhecimento; Mãe banha-me
com Teu sangue. À Vós adoro pois encontrei-os em mim mesmo(a). Assistam o renascimento da
Estrela da Manhã, sob o signo de fogo da estrela de cinco pontas! À mim toda a criação curva-se em
respeito, louvor e devoção".
Dirija-se ao altar. Pegue um pouco do sal e coloque na fonte superior. Pegue mais um pouco e
jogue sobre a chama que se encontra ao centro e diga:
"Que a constância do Sal se reflita em meus pensamentos".
Pegue a adaga e coloque-a sobre o lado direito do peito, de maneira simbólica, dizendo:
"Que o sangue que preenche o cálice seja o mais puro e divino".
Devolva ao altar. Pegue a açoite e diga:
"Que meu corpo lembre-se que na severidade também se encontra o amor".
Devolva ao altar. Pegue a taça e diga:
"Que o entendimento traga a harmonia".
Beba e então devolva ao altar. Vista as roupas que estão ao lado do altar. Por fim pegue o frasco
com óleo e passe um pouco sobre a cabeça, dizendo:
"Por minha Vontade consagro-me à Grande Obra, e assumo o lugar que tenho nela por direito. A
partir deste momento não apenas mais recebo luz, mas a emano de mim mesmo (a). Conheçam-me
por quem sou, lembrem-se de meu nome: ......................... (diga o nome que deseja assumir).
Agradeça e dê a ordem de partida a todos os seres presentes, em especial aos quatro grandes
Reis. Apague a vela do altar e em seguida as que estão ao redor do círculo.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Ritual
Preparação do Templo
Deve ser traçado um círculo na cor verde grande o suficiente para que dentro dele possa ser
montado o altar. Ele não pode atrapalhar os movimentos durante a execução do ritual.
O altar deve situar-se ao leste, e acima deste devem estar os seguintes materiais: três pequenas
fontes dispostas como vértices de um triângulo eqüilátero, uma vela negra disposta ao centro, uma
adaga, um cálice contendo vinho tinto, uma corda representando o açoite (caso não possua um), um
recipiente contendo óleo de oliva, outro contendo sal e uma imagem de Serpente ou Dragão.
Ao redor do círculo, em seu lado externo, devem ser acesas 11 velas vermelhas, distribuídas de
forma eqüidistantes. Dentro do círculo devem ser colocados, nos pontos cardinais: trigos (ao norte),
uma vela (ao sul), incenso (ao leste) e um recipiente com água (ao oeste).
Outros materiais necessários
Uma rosa vermelha, uma coroa confeccionada com folhas de louro, vestes nas cores branca e
dourada. Estas vestes, compostas por um robe branco adornado de dourado, devem ser colocadas
dobradas perto do altar.
Deve ser traçado um círculo na cor verde grande o suficiente para que dentro dele possa ser
montado o altar. Ele não pode atrapalhar os movimentos durante a execução do ritual.
O altar deve situar-se ao leste, e acima deste devem estar os seguintes materiais: três pequenas
fontes dispostas como vértices de um triângulo eqüilátero, uma vela negra disposta ao centro, uma
adaga, um cálice contendo vinho tinto, uma corda representando o açoite (caso não possua um), um
recipiente contendo óleo de oliva, outro contendo sal e uma imagem de Serpente ou Dragão.
Ao redor do círculo, em seu lado externo, devem ser acesas 11 velas vermelhas, distribuídas de
forma eqüidistantes. Dentro do círculo devem ser colocados, nos pontos cardinais: trigos (ao norte),
uma vela (ao sul), incenso (ao leste) e um recipiente com água (ao oeste).
Outros materiais necessários
Uma rosa vermelha, uma coroa confeccionada com folhas de louro, vestes nas cores branca e
dourada. Estas vestes, compostas por um robe branco adornado de dourado, devem ser colocadas
dobradas perto do altar.
Ritual de Auto-Iniciação Luciferiano por Lilith Ashtart
Introdução
A iniciação é um ritual presente em quase todas as religiões do mundo, sejam elas
representantes do Velho ou do Novo Aeon. Ela pode estar presente de forma explícita ou não; ser
executada logo nos primeiros anos de vida do indivíduo (e assim este ser iniciado independente de
sua vontade) ou quando este desejar tê-la; ser realizada através de um ritual hermético ou
cerimonial.
O primeiro propósito da iniciação é colocar o indivíduo em contato com a egrégora da respectiva
filosofia que ele está adentrando. Este passo cumpre-se em todas as iniciações, sejam elas
voluntárias ou não. Porém o real objetivo da iniciação só é atingido com a escolha voluntária do
iniciado: quando ele assume um compromisso consigo mesmo de vivenciar aquela filosofia. Para isso
ele deve de livre vontade aceitá-la, pois nada que é imposto é vivido em sua plenitude. Quando
utilizo a palavra "aceitar" não me refiro simplesmente ao ato banal de seguir dogmas pré-estabelecidos
por outrem. Ao contrário: é de suma importância que ele descubra dentro de si qual
sua verdade, mesmo que inicial, para assim aceitá-la e dedicar-se a aprimorá-la cada vez mais, até
que possa descobrir sua verdadeira Vontade.
Sendo assim a iniciação pode ocorrer mesmo sem a realização de um ritual, já que é a aceitação
de uma verdade e compromisso consigo mesmo para atingir determinada meta. A realização do
ritual, porém, é um modo a mais de afirmar este compromisso.
Todos sabemos que é muito mais fácil trabalhar com elementos reais do que apenas
mentalmente. Ao executar um ritual, estaremos envolvendo elementos físicos como símbolos, cores,
palavras que refletirão em nossa mente, facilitando então alcançarmos nosso objetivo através de
uma maior concentração, envolvimento... Mergulharemos mais profundamente dentro de nós
mesmos e do próprio Cosmos, em todas as suas manifestações.
O ritual que forneço a seguir é uma sugestão de um auto-ritual de iniciação Luciferiana. Seria
interessante o leitor mudar o que achar necessário para se adaptar à sua própria filosofia, caso
deseje realizá-lo.
A iniciação é um ritual presente em quase todas as religiões do mundo, sejam elas
representantes do Velho ou do Novo Aeon. Ela pode estar presente de forma explícita ou não; ser
executada logo nos primeiros anos de vida do indivíduo (e assim este ser iniciado independente de
sua vontade) ou quando este desejar tê-la; ser realizada através de um ritual hermético ou
cerimonial.
O primeiro propósito da iniciação é colocar o indivíduo em contato com a egrégora da respectiva
filosofia que ele está adentrando. Este passo cumpre-se em todas as iniciações, sejam elas
voluntárias ou não. Porém o real objetivo da iniciação só é atingido com a escolha voluntária do
iniciado: quando ele assume um compromisso consigo mesmo de vivenciar aquela filosofia. Para isso
ele deve de livre vontade aceitá-la, pois nada que é imposto é vivido em sua plenitude. Quando
utilizo a palavra "aceitar" não me refiro simplesmente ao ato banal de seguir dogmas pré-estabelecidos
por outrem. Ao contrário: é de suma importância que ele descubra dentro de si qual
sua verdade, mesmo que inicial, para assim aceitá-la e dedicar-se a aprimorá-la cada vez mais, até
que possa descobrir sua verdadeira Vontade.
Sendo assim a iniciação pode ocorrer mesmo sem a realização de um ritual, já que é a aceitação
de uma verdade e compromisso consigo mesmo para atingir determinada meta. A realização do
ritual, porém, é um modo a mais de afirmar este compromisso.
Todos sabemos que é muito mais fácil trabalhar com elementos reais do que apenas
mentalmente. Ao executar um ritual, estaremos envolvendo elementos físicos como símbolos, cores,
palavras que refletirão em nossa mente, facilitando então alcançarmos nosso objetivo através de
uma maior concentração, envolvimento... Mergulharemos mais profundamente dentro de nós
mesmos e do próprio Cosmos, em todas as suas manifestações.
O ritual que forneço a seguir é uma sugestão de um auto-ritual de iniciação Luciferiana. Seria
interessante o leitor mudar o que achar necessário para se adaptar à sua própria filosofia, caso
deseje realizá-lo.
Magia, rituais e pactos luciferianos
O Luciferianismo adotou diversas práticas ritualísticas e cerimoniais de outros sistemas mágicos, caracterizando assim, uma corrente de idéias próprias com objetivos distintos nesta doutrina. As influências sobre o Luciferianismo variam de antigos rituais pagãos até os conceitos contemporâneos do Satanismo.
Podemos citar como exemplos as chamadas práticas Internas e as práticas Externas, que subdividem-se em Herméticas e Cerimoniais. A Magia(k) (termo derivado da filosofia thelêmica) Interna é mais comum entre os luciferianistas, pois atua diretamente no estado de consciência e no espírito do praticante. A Magia(k) Externa é mais complexa e elaborada, exigindo uma série de fatores como dia e horários pré-estabelecidos, um local adequado, vestimentas e instrumentos próprios para efetuar mudanças no plano físico.
Neste caso, pode ser praticada solitariamente (Hermética) ou em grupo (Cerimonial). Mas ambas são igualmente importantes entre os luciferianistas, e o sucesso de uma modalidade interfere na outra.
É falso o conceito das chamadas Missas Negras, as quais seriam paródias blasfêmicas das liturgias católicas, utilizando-se de urina e fezes para substituir a hóstia e o vinho, recitando orações ao contrário e promovendo orgias entre os praticantes. Também é irreal a idéia de sacrifício humano ou animal. Neste caso, há apenas um sacrifício simbólico. Há ainda o conceito do "pacto com o diabo" (muito comum na crendice popular), no qual o praticante "vende a alma pro diabo" em troca de riquezas e sucesso. Sob a ótica luciferianista, o único pacto aceitável é o compromisso consigo próprio de buscar a iluminação espiritual utilizando-se da força da própria vontade.
Podemos citar como exemplos as chamadas práticas Internas e as práticas Externas, que subdividem-se em Herméticas e Cerimoniais. A Magia(k) (termo derivado da filosofia thelêmica) Interna é mais comum entre os luciferianistas, pois atua diretamente no estado de consciência e no espírito do praticante. A Magia(k) Externa é mais complexa e elaborada, exigindo uma série de fatores como dia e horários pré-estabelecidos, um local adequado, vestimentas e instrumentos próprios para efetuar mudanças no plano físico.
Neste caso, pode ser praticada solitariamente (Hermética) ou em grupo (Cerimonial). Mas ambas são igualmente importantes entre os luciferianistas, e o sucesso de uma modalidade interfere na outra.
É falso o conceito das chamadas Missas Negras, as quais seriam paródias blasfêmicas das liturgias católicas, utilizando-se de urina e fezes para substituir a hóstia e o vinho, recitando orações ao contrário e promovendo orgias entre os praticantes. Também é irreal a idéia de sacrifício humano ou animal. Neste caso, há apenas um sacrifício simbólico. Há ainda o conceito do "pacto com o diabo" (muito comum na crendice popular), no qual o praticante "vende a alma pro diabo" em troca de riquezas e sucesso. Sob a ótica luciferianista, o único pacto aceitável é o compromisso consigo próprio de buscar a iluminação espiritual utilizando-se da força da própria vontade.
Magia, rituais e pactos luciferianos
O Luciferianismo adotou diversas práticas ritualísticas e cerimoniais de outros sistemas mágicos, caracterizando assim, uma corrente de idéias próprias com objetivos distintos nesta doutrina. As influências sobre o Luciferianismo variam de antigos rituais pagãos até os conceitos contemporâneos do Satanismo.
Podemos citar como exemplos as chamadas práticas Internas e as práticas Externas, que subdividem-se em Herméticas e Cerimoniais. A Magia(k) (termo derivado da filosofia thelêmica) Interna é mais comum entre os luciferianistas, pois atua diretamente no estado de consciência e no espírito do praticante. A Magia(k) Externa é mais complexa e elaborada, exigindo uma série de fatores como dia e horários pré-estabelecidos, um local adequado, vestimentas e instrumentos próprios para efetuar mudanças no plano físico.
Neste caso, pode ser praticada solitariamente (Hermética) ou em grupo (Cerimonial). Mas ambas são igualmente importantes entre os luciferianistas, e o sucesso de uma modalidade interfere na outra.
É falso o conceito das chamadas Missas Negras, as quais seriam paródias blasfêmicas das liturgias católicas, utilizando-se de urina e fezes para substituir a hóstia e o vinho, recitando orações ao contrário e promovendo orgias entre os praticantes. Também é irreal a idéia de sacrifício humano ou animal. Neste caso, há apenas um sacrifício simbólico. Há ainda o conceito do "pacto com o diabo" (muito comum na crendice popular), no qual o praticante "vende a alma pro diabo" em troca de riquezas e sucesso. Sob a ótica luciferianista, o único pacto aceitável é o compromisso consigo próprio de buscar a iluminação espiritual utilizando-se da força da própria vontade.
Podemos citar como exemplos as chamadas práticas Internas e as práticas Externas, que subdividem-se em Herméticas e Cerimoniais. A Magia(k) (termo derivado da filosofia thelêmica) Interna é mais comum entre os luciferianistas, pois atua diretamente no estado de consciência e no espírito do praticante. A Magia(k) Externa é mais complexa e elaborada, exigindo uma série de fatores como dia e horários pré-estabelecidos, um local adequado, vestimentas e instrumentos próprios para efetuar mudanças no plano físico.
Neste caso, pode ser praticada solitariamente (Hermética) ou em grupo (Cerimonial). Mas ambas são igualmente importantes entre os luciferianistas, e o sucesso de uma modalidade interfere na outra.
É falso o conceito das chamadas Missas Negras, as quais seriam paródias blasfêmicas das liturgias católicas, utilizando-se de urina e fezes para substituir a hóstia e o vinho, recitando orações ao contrário e promovendo orgias entre os praticantes. Também é irreal a idéia de sacrifício humano ou animal. Neste caso, há apenas um sacrifício simbólico. Há ainda o conceito do "pacto com o diabo" (muito comum na crendice popular), no qual o praticante "vende a alma pro diabo" em troca de riquezas e sucesso. Sob a ótica luciferianista, o único pacto aceitável é o compromisso consigo próprio de buscar a iluminação espiritual utilizando-se da força da própria vontade.
luciferianismo & satanismo
Apesar de popularmente Lúcifer e Satã serem quase sinônimos e esta idéia estender-se ao Satanismo e ao Luciferianismo, há diferenças primordiais entre eles e, por conseqüência, aos sistemas religiosos que os cercam.
Ao longo dos séculos, estes dois personagens também foram representados artisticamente de formas distintas. Por ser um anjo, Lúcifer, é comumente retratado como um homem com asas e, por vezes, empunhando um cajado. Enquanto Satã tem sua imagem associada ao homem com chifres e patas de cabra, muito semelhante ao deus Cornífero (ou Pã), divindade masculina e símbolo de fertilidade cultuada entre os pagãos.
Mas, talvez a maior e mais significativa diferença entre ambos os conceitos, encontra-se na origem das palavras. O termo Lúcifer origina-se no latim e significa "O portador da Luz" (Lux ou Lucis = Luz + Ferre = Carregar). A palavra Satã origina-se no hebraico, Shai'tan, e significa "Adversário"; podendo ser também uma variação do nome da divindade egípcia Set-hen. Dessa forma podemos deduzir que, genericamente, o Luciferianismo busca a Iluminação através de Lúcifer. Enquanto o Satanismo pode caracterizar-se pela oposição, neste caso, ao cristianismo. Assim, os luciferianos consideram que sua filosofia é um "aprimoramento" do Satanismo, apesar de não ser tão conhecido quanto a doutrina promovida por LaVey.
A combinação da imagem de Lúcifer ao "demônio cristão" foi ocasionada por uma interpretação equivocada do livro de Isaías: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo" (Isaías – Cap. XIV – Versículo XII a XV).
Este trecho narra as intenções do rei da Babilônia que almejava tornar-se maior que Deus, mas São Jerônimo, que ao traduzir a Bíblia do grego para o latim no século IV, associou esta passagem com Lúcifer e à serpente tentadora, ou seja, a simbologia do diabo cristão. Anteriormente, Lúcifer não havia essa relação. Tanto que, oficialmente, a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de diabo, mas apenas a condição de "anjo caído".
Ao longo dos séculos, estes dois personagens também foram representados artisticamente de formas distintas. Por ser um anjo, Lúcifer, é comumente retratado como um homem com asas e, por vezes, empunhando um cajado. Enquanto Satã tem sua imagem associada ao homem com chifres e patas de cabra, muito semelhante ao deus Cornífero (ou Pã), divindade masculina e símbolo de fertilidade cultuada entre os pagãos.
Mas, talvez a maior e mais significativa diferença entre ambos os conceitos, encontra-se na origem das palavras. O termo Lúcifer origina-se no latim e significa "O portador da Luz" (Lux ou Lucis = Luz + Ferre = Carregar). A palavra Satã origina-se no hebraico, Shai'tan, e significa "Adversário"; podendo ser também uma variação do nome da divindade egípcia Set-hen. Dessa forma podemos deduzir que, genericamente, o Luciferianismo busca a Iluminação através de Lúcifer. Enquanto o Satanismo pode caracterizar-se pela oposição, neste caso, ao cristianismo. Assim, os luciferianos consideram que sua filosofia é um "aprimoramento" do Satanismo, apesar de não ser tão conhecido quanto a doutrina promovida por LaVey.
A combinação da imagem de Lúcifer ao "demônio cristão" foi ocasionada por uma interpretação equivocada do livro de Isaías: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo" (Isaías – Cap. XIV – Versículo XII a XV).
Este trecho narra as intenções do rei da Babilônia que almejava tornar-se maior que Deus, mas São Jerônimo, que ao traduzir a Bíblia do grego para o latim no século IV, associou esta passagem com Lúcifer e à serpente tentadora, ou seja, a simbologia do diabo cristão. Anteriormente, Lúcifer não havia essa relação. Tanto que, oficialmente, a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de diabo, mas apenas a condição de "anjo caído".
quem e lucifer?
Desde a Antiguidade, passando pelos filósofos e desembocando na figura conhecida erroneamente como o "demônio cristão", diversos personagens da mitologia e divindades cultuadas em inúmeras e distantes culturas, possuem alusões a seres, sejam arquétipos ou concretos, que trazem consigo as características conhecidas em Lúcifer. A literatura contemporânea também o aborda amplamente, como as citações ocultistas de Helena Blavatsky e Eliphas Levi, e na obra poética de John Milton, Paradise Lost.
Segundo o mito cristão, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Querubins e conquistou uma posição de destaque entre os demais. Porém, Lúcifer tornou-se orgulhoso de seu poder e revoltou-se contra Deus. O Arcanjo Miguel liderou as hostes divinas na luta contra Lúcifer e os anjos o derrotaram e o expulsaram do Reino do Céu. Mas a idéia de que Lúcifer rebelou-se contra o Criador e foi expulso também está presente em outras culturas, além do Cristianismo.
Por ser o "Portador da Luz", na Roma Antiga, Lúcifer foi associado ao planeta Vênus que, devido sua proximidade com o Sol, pode ser visto ao amanhecer. O anjo também é chamado de "Estrela da Manhã" e "Estrela d’Alva". Na Mitologia Romana era o filho de Astraeus e Aurora, ou de Cephalus e Aurora. Entre os gregos, Lúcifer pode ser associado com Apolo, o "Deus do Sol".
Nos estudos da Demonologia, diferentes autores atribuem a Lúcifer características comuns. No Dictionaire Infernale (1863) e no Grimorium Verum (1517), é o "Rei do Inferno" responsável por assegurar a justiça. No O Grimório do Papa Honório (século XVI ou XVII), Lúcifer também assume a função de "Imperador Infernal". Lúcifer também é cultuado numa variação da Wicca, sendo visto como o Deus do Sol e da Lua dos antigos romanos.
Segundo o mito cristão, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Querubins e conquistou uma posição de destaque entre os demais. Porém, Lúcifer tornou-se orgulhoso de seu poder e revoltou-se contra Deus. O Arcanjo Miguel liderou as hostes divinas na luta contra Lúcifer e os anjos o derrotaram e o expulsaram do Reino do Céu. Mas a idéia de que Lúcifer rebelou-se contra o Criador e foi expulso também está presente em outras culturas, além do Cristianismo.
Por ser o "Portador da Luz", na Roma Antiga, Lúcifer foi associado ao planeta Vênus que, devido sua proximidade com o Sol, pode ser visto ao amanhecer. O anjo também é chamado de "Estrela da Manhã" e "Estrela d’Alva". Na Mitologia Romana era o filho de Astraeus e Aurora, ou de Cephalus e Aurora. Entre os gregos, Lúcifer pode ser associado com Apolo, o "Deus do Sol".
Nos estudos da Demonologia, diferentes autores atribuem a Lúcifer características comuns. No Dictionaire Infernale (1863) e no Grimorium Verum (1517), é o "Rei do Inferno" responsável por assegurar a justiça. No O Grimório do Papa Honório (século XVI ou XVII), Lúcifer também assume a função de "Imperador Infernal". Lúcifer também é cultuado numa variação da Wicca, sendo visto como o Deus do Sol e da Lua dos antigos romanos.
Deistas e agnosticos
Num aspecto geral, o Luciferianismo pode ser subdividido em duas categorias, nas quais as denominações variam e não são tão significativas para sua compreensão. As modalidades são conhecidas como Deísta e Agnóstico, Tradicional ou Moderno (termos absorvidos do Satanismo), etc.
Os adeptos do Luciferianismo Deísta identificam Lúcifer como o criador do universo, um ser onipresente e onipotente. Neste caso, Lúcifer assume as características principais de uma divindade.
Os luciferianos agnósticos vêem Lúcifer como um arquétipo, ou seja, uma referência de virtudes que são visadas por seus adeptos. Esta variação é nitidamente influenciada pelo Satanismo moderno promovido por Anton LaVey, no qual não há uma divindade específica, mas cada indivíduo eleva-se a ponto de considerar-se "seu próprio Deus". Este conceito também nos remete a ideologia do Thelema, tendo como seu principal divulgador o ocultista, Aleister Crowley.
Mas em todas as variações, Lúcifer é visto como um ser que abriga em si os opostos entre Luz e Trevas, e por conseqüência, o equilíbrio entre os pólos. Este conceito é totalmente contrário a muitas religiões que possuem figuras que representam os arquétipos de bem e mal de forma distintas. A aceitação de uma única referência que é paralelamente Luz e Trevas, segundo os adeptos, é a principal diferença do Luciferianismo em relação aos outros sistemas religiosos. Dessa forma, não há um confronto entre "Deus x Diabo"; ao contrário, há uma união dessas forças que são igualmente responsáveis e necessárias para a evolução humana.
font:http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/crencas/luciferianismo.htm
Os adeptos do Luciferianismo Deísta identificam Lúcifer como o criador do universo, um ser onipresente e onipotente. Neste caso, Lúcifer assume as características principais de uma divindade.
Os luciferianos agnósticos vêem Lúcifer como um arquétipo, ou seja, uma referência de virtudes que são visadas por seus adeptos. Esta variação é nitidamente influenciada pelo Satanismo moderno promovido por Anton LaVey, no qual não há uma divindade específica, mas cada indivíduo eleva-se a ponto de considerar-se "seu próprio Deus". Este conceito também nos remete a ideologia do Thelema, tendo como seu principal divulgador o ocultista, Aleister Crowley.
Mas em todas as variações, Lúcifer é visto como um ser que abriga em si os opostos entre Luz e Trevas, e por conseqüência, o equilíbrio entre os pólos. Este conceito é totalmente contrário a muitas religiões que possuem figuras que representam os arquétipos de bem e mal de forma distintas. A aceitação de uma única referência que é paralelamente Luz e Trevas, segundo os adeptos, é a principal diferença do Luciferianismo em relação aos outros sistemas religiosos. Dessa forma, não há um confronto entre "Deus x Diabo"; ao contrário, há uma união dessas forças que são igualmente responsáveis e necessárias para a evolução humana.
font:http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/crencas/luciferianismo.htm
luciferianismo
O Luciferianismo é uma doutrina derivada do Satanismo, que busca virtudes como iluminação, sabedoria, orgulho, independência e liberdade de sua principal divindade, Lúcifer. Ao mesmo tempo é subjetivo, baseado em experiências e aceitação pessoais, sofrendo influências de outras crenças. Assim, não possui uma base rígida de dogmas a serem seguidos, sendo transmitido oralmente e praticado, geralmente, de forma individual.
Historicamente, não há uma origem precisa sobre o início do Luciferianismo. Mas há um conjunto de conceitos que se desenvolveu ao longo dos tempos em várias culturas distintas e resultou no Luciferianismo conhecido atualmente.
As serpentes e os dragões, que são representações de Lúcifer em várias culturas, são também símbolo de sabedoria e eternidade. Estes animais eram alvos de adoração no Egito, Babilônia, Pérsia, e entre os Incas americanos. Assim, podemos supor que esta filosofia já era praticada há muitos séculos.
Na Bíblia podemos encontrar várias alusões à serpente: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis – Cap. III – Versículo V). Neste versículo, a serpente induz Eva a comer o fruto no Éden. Mas segundo a interpretação dos luciferianistas, encontra-se claramente a simbologia da serpente como portadora da chave que possibilita o homem tornar-se Deus.
Ainda, na Europa medieval, precisamente no ano de 1223, havia boatos sobre um grupo conhecido como Luciferianos. Na verdade, esta "seita" era composta apenas por pessoas que recusavam-se a pagar os impostos exigidos pelo Clero, e por esse motivo foram acusados de "adoradores do demônio" e, obviamente, vítimas da Santa Inquisição. Embora isso seja apenas um boato, ainda hoje é usado como um argumento metafórico pelos luciferianos.
Historicamente, não há uma origem precisa sobre o início do Luciferianismo. Mas há um conjunto de conceitos que se desenvolveu ao longo dos tempos em várias culturas distintas e resultou no Luciferianismo conhecido atualmente.
As serpentes e os dragões, que são representações de Lúcifer em várias culturas, são também símbolo de sabedoria e eternidade. Estes animais eram alvos de adoração no Egito, Babilônia, Pérsia, e entre os Incas americanos. Assim, podemos supor que esta filosofia já era praticada há muitos séculos.
Na Bíblia podemos encontrar várias alusões à serpente: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis – Cap. III – Versículo V). Neste versículo, a serpente induz Eva a comer o fruto no Éden. Mas segundo a interpretação dos luciferianistas, encontra-se claramente a simbologia da serpente como portadora da chave que possibilita o homem tornar-se Deus.
Ainda, na Europa medieval, precisamente no ano de 1223, havia boatos sobre um grupo conhecido como Luciferianos. Na verdade, esta "seita" era composta apenas por pessoas que recusavam-se a pagar os impostos exigidos pelo Clero, e por esse motivo foram acusados de "adoradores do demônio" e, obviamente, vítimas da Santa Inquisição. Embora isso seja apenas um boato, ainda hoje é usado como um argumento metafórico pelos luciferianos.
quinta-feira, 27 de março de 2008
preces de rituais de gloria do sol
Nesse momento do ritual, você pode representar o nascimento do Sol com a
vinda da Deusa, que acende (com uma tocha) o fogo do caldeirão.
"Nada está perdido... assim como Ela produz a nova é renovado o esplendor
do Sol!"
Glória ao Sol
"Deixe-nos dar glórias
a Ele, que é o primeiro nascido,
o Sol, criança celestial,
ardendo em chamas,
aquecendo as florestas,
com o amanhecer do Solstício!
Sol de retidão!
Sol invencível!
Salvador solar!
Renascido do útero de noite invernal
para que tragas a arte e a luz
ao mundo em escuridão!
Tua majestade brilha
a mesma luz a todas as nações,
Tu és a luminosa verdade que renasce,
e o esplendor do manifesto do Sagrado.
Chama consagrada do Céu,
Tu és a arte e a luz vivente,
fonte de inspiração
de todos os homens na Terra.
vinda da Deusa, que acende (com uma tocha) o fogo do caldeirão.
"Nada está perdido... assim como Ela produz a nova é renovado o esplendor
do Sol!"
Glória ao Sol
"Deixe-nos dar glórias
a Ele, que é o primeiro nascido,
o Sol, criança celestial,
ardendo em chamas,
aquecendo as florestas,
com o amanhecer do Solstício!
Sol de retidão!
Sol invencível!
Salvador solar!
Renascido do útero de noite invernal
para que tragas a arte e a luz
ao mundo em escuridão!
Tua majestade brilha
a mesma luz a todas as nações,
Tu és a luminosa verdade que renasce,
e o esplendor do manifesto do Sagrado.
Chama consagrada do Céu,
Tu és a arte e a luz vivente,
fonte de inspiração
de todos os homens na Terra.
preces antigas
Que a estrada se abra à sua frente.
Que o vento sopre lentamente às suas costas.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face.
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo,
Que os Deuses lhe guardem nas palmas de suas mãos...
MillenniuM :. (Antiga Prece Celta)
Prece da Deusa
"Nós te evocamos
Senhora luminosa de Branco,
monte extenso e vale com flocos cadentes
como inverno, lança sobre nós
um feitiço de neve cintilante!
Nós te evocamos,
gelo encantador,
Deusa estrela do norte;
Tuas roupas geadas
brilhando na escuridão do inverno,
Em tua guarda dos portais gelados,
os portais de mistérios polares.
Nós te evocamos,
Rainha cristalina,
Velha geada que caminha
na estação de bosques estéreis
e terra desnuda
Abre o céu cinzento escondido,
Nós te evocamos
para que estejas aqui com nós!"
Prece do Gamo Sagrado
"Nós te evocamos,
Antigo caçador e vítima
das caçadas do inverno;
Tu que és o doador da carne
para que preserves em amor nossas vidas,
No passado, aceitamos teu sacrifício.
Nós te evocamos,
Veado do Solstício, forma inconstante,
Seguimos tuas pegadas pela neve
até os portões que tu guardas para o Invisível.
Floresta fantasma, inverno reinando,
estejas aqui entre nós
assim como nós celebramos
este momento da Roda Solar!"
Que o vento sopre lentamente às suas costas.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face.
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo,
Que os Deuses lhe guardem nas palmas de suas mãos...
MillenniuM :. (Antiga Prece Celta)
Prece da Deusa
"Nós te evocamos
Senhora luminosa de Branco,
monte extenso e vale com flocos cadentes
como inverno, lança sobre nós
um feitiço de neve cintilante!
Nós te evocamos,
gelo encantador,
Deusa estrela do norte;
Tuas roupas geadas
brilhando na escuridão do inverno,
Em tua guarda dos portais gelados,
os portais de mistérios polares.
Nós te evocamos,
Rainha cristalina,
Velha geada que caminha
na estação de bosques estéreis
e terra desnuda
Abre o céu cinzento escondido,
Nós te evocamos
para que estejas aqui com nós!"
Prece do Gamo Sagrado
"Nós te evocamos,
Antigo caçador e vítima
das caçadas do inverno;
Tu que és o doador da carne
para que preserves em amor nossas vidas,
No passado, aceitamos teu sacrifício.
Nós te evocamos,
Veado do Solstício, forma inconstante,
Seguimos tuas pegadas pela neve
até os portões que tu guardas para o Invisível.
Floresta fantasma, inverno reinando,
estejas aqui entre nós
assim como nós celebramos
este momento da Roda Solar!"
quinta-feira, 13 de março de 2008
livro das sombras

O Livro das SombrasO termo "Livro das Sombras" vem do inglês Book of Shadows (BOS), um utensílio muito importante e que faz parte do arsenal de todo Bruxo. O Livro das Sombras é um caderno com a capa e a contracapa na cor preta, no qual registramos toda a nossa evolução na Arte. É nele que guardamos todos os encantamentos que aprendemos, as analogias entre elementos e planetas, os sortilégios, as invocações e todas as informações que julgarmos importantes, relacionadas à Bruxaria. É muito comum anotarmos nele os nomes de Bruxos que conhecemos, onde e em que circunstância se deu o encontro. O Livro das Sombras é como um Diário Mágico, em que você registrará os seus sonhos e os possíveis significados destes, os seus rituais e resultados, etc. Com o passar do tempo você terá de dar início a outros Livros das Sombras; guarde-os com carinho, tendo o cuidado de não deixar que outra pessoa o leia, pois eles são a sua essência e o resultado de seu estudo e empenho. O seu (BOS)livro das sombras deve ser escrito preferencialmente em dialeto runuco ou em qualquer lingua que seja inconpreesiva para "leigos" para aqueles que ainda nao revelaram para familia, amigos, enfim no ciclo social porque as informações contidas em no seu "BOS" são estremamente restritas nem outros bruxos tem o direito de ler
wicca e ecologia
A Consciência Ecológica. Sendo a Wicca uma religião da natureza, não é de espantar o seu interesse pelas questões ambientais. Seja este interesse manifestado duma forma pública, através da colaboração com movimentos ecologistas e da participação em manifestações de defesa das espécies ou do meio ambiente, ou em privado tomando forma ritual ou mágico-simbólica, ele existe sempre como parte imprescindível da religião Pagã. Os Wiccans sabem que "...quanto mais se sintonizarem com o ambiente em que vivem e trabalham (...) mais significativa se tornará a sua religião, mais efectivo será o seu trabalho psíquico, maior a sua contribuição para o bem-estar e saúde de Gaia (8) e mais realizadas e integradas estarão elas como seres humanos." (9) Este envolvimento com a natureza ultrapassa muito as formas profanas em que se faz normalmente a abordagem dos problemas ecológicos, transpondo o assunto para um nível em que a preservação da natureza/Gaia não tem apenas um interesse enquanto base material da vida humana, mas adquire uma dimensão sagrada, uma importância de per si que pode justificar mesmo o sacrifício de alguns interesses e benefícios humanos. No inquérito realizado em 1985 nos E.U.A. por Margot Adler (10), diversas pessoas referiram que chegaram à Wicca através do seu interesse por questões ecológicas ou através do seu envolvimento com a natureza no seu dia-a-dia. O Paganismo interpreta com maior profundidade estas questões ecológicas, uma vez que considera a natureza e qualquer dos seus elementos tão sagrados como o Deus ou a Deusa. O respeito pela natureza é assim um valor intrínseco e fundamental no Paganismo. Esta visão distancia-se de uma visão bíblica, na qual, ordenando Deus ao Homem que domine toda a terra e todas as criaturas viventes, pode justificar assim indirectamente a depredação que esse mesmo Homem tem feito dos recursos naturais. Os Pagãos não têm , no entanto, um tipo de visão apaixonada e irreal dos problemas do ambiente. São cidadãos urbanos ou rurais, conscientes dos problemas que assolam o mundo de hoje, que têm pela vida e pela humanidade um apreço tão grande como pela restante natureza. Os indivíduos que vão parar à Wicca, através ou não do seu desejo de intervir na salvaguarda da Terra, são pessoas que considerem o Homem e todas as outras criaturas viventes bem como os espaços onde habitam como sagrados. O seu esforço é portanto dirigido simultaneamente no sentido da salvaguarda da natureza e no melhoramento da condição humana. Na bibliografia consultada encontram-se diversas descrições e sugestões de rituais, práticas mágicas e acções ecológicas praticadas individualmente ou em grupo. Em "Dreaming the Dark" é feita uma descrição expressiva de como as diversas abordagens política, religiosa, mágica e pessoal se conjugam numa mesma acção específica, como no caso da contestação à construção duma central nuclear numa zona sísmica da Califórnia: diversos Pagãos protestaram publicamente em manifestações e além disso recorreram a rituais mágico-religiosos, para reforço do protesto.
pentaculo na cultura wicca

O PentáculoO Pentáculo é normalmente um disco, um prato de metal ou madeira com a figura de Pentagrama dentro de um círculo. Ele é usado para consagrar várias outras ferramentas. É também utilizado como um ponto focal de concentração. É associada ao Norte e ao elemento Terra. Alguns Bruxos usam um Pentáculo para invocar qualquer elemento da Natureza. Você poderia fazer seu próprio Pentáculo com argila ou com uma pedra, pintando o símbolo do Pentagrama sobre o material escolhido. Ele é utilizado para consagrar ervas e para carregar magicamente um talismã ou qualquer Instrumento que precise de uma dose de energia extra. Representa a ligação do Bruxo com os Deuses.
dicionario de wicca
Todo grupo social e religioso tem sua própria terminologia, e a Arte não é exceção. Isso pode ser um transtorno para os que vêm de fora, os não-iniciados e iniciantes. A The Cauldron Brasil oferece aqui um pequeno guia, um glossário para alguns dos termos mais utilizados na literatura dirigida aos Bruxos e Wiccans. Todas as palavras listadas foram retiradas de fontes publicadas, a maioria delas está com seus equivalentes em inglês - algumas somente em inglês, por não possuírem tradução ou simplesmente por não fazerem o menor sentido quando traduzidas.
ABENÇOADO SEJA – BLESSED BE
Cumprimento Wiccan da Tradição Gardneriana
AÇOITE – SCOURGE
Um pequeno açoite usado para levantar poder e ganhar a Segunda Visão.
ADEPTO – ADEPT
Uma pessoa especializada nas artes mágicas. Qualquer pessoa que clame ser um adepto provavelmente não é quem diz ser.
ALEXANDRINO – ALEXANDRIAN
Seguidor da popular tradição Wiccan fundada por Alex Sanders (1926-1988). Sanders afirmava ter sido iniciado por sua avó, que foi uma bruxa galesa. De fato ele provavelmente foi iniciado ou por Pat Kopanski, uma ex-membro do coven de Patrícia Crowther em Sheffield, ou por uma misteriosa alta-sacerdotisa chamada “Medea” nos anos 60. A Tradição Alexandrina é uma mistura de Wicca Gardneriana, Cabbala, magia cerimonial e simbolismo egípcio antigo.
ALBION – O mesmo em inglês
Nome mítico e arcaico para a Inglaterra, e na maioria das vezes genericamente, Bretanha.
ALTAR - O mesmo em inglês
Literalmente uma estrutura elevada, uma placa de rocha plana ou uma tábua de madeira “usada para se fazer oferendas para uma deidade”. A palavra vem do Latim “altare”. Altares podem ser redondos, retangulares, quadrados ou triangulares. O tronco de uma árvore ou ainda uma pedra plana podem ser utilizados como altares. Gerald Gardner afirmava que “nos velhos tempos” o corpo nu de uma mulher era utilizado como um altar e seu simbolismo foi retido no terceiro grau de iniciação no seu Grande Rito. Tradicionalmente, o altar fica ao Norte – o primário espaço sagrado da Arte – e apóia as ferramentas rituais utilizadas no círculo, as velas, incensos e imagens de espíritos e deuses.
ÂMBAR – AMBER
Uma resina amarela natural, translúcida. Hoje em dia é largamente usada para os colares rituais, normalmente pelas alto-sacerdotisas Wiccans.
AMULETO – AMULET
Um objeto de poder consagrado ou não magicamente, usado ou carregado para proteção contra o mal, má sorte e infortúnios gerais. Do Latim “meio de defesa”.
ANCIÃO – ELDER, SENIOR CRAFTER
Normalmente um homem acima dos quarenta anos, com pelo menos vinte anos de experiência em Magia. Toma o papel de “consiglieri” (conselheiro).
ANKH ou Cruz Ansata – ANKH, Crux Ansata
Antigo símbolo egípcio da vida, em forma de cruz em laço.
ANÕES – DWARVES
Pequenos espíritos elementais da terra.
ANTIGOS, OS – OLD ONES
O deus e a deusa da bruxaria.
ARTE - CRAFT
É o nome genérico para a Bruxaria e seus seguidores. O termo inglês “Craft” foi provavelmente emprestado da Maçonaria.
ATAR, SELAR, AMARRAR - BIND
1) Lançar ou selar um feitiço. 2) Prevenir que uma pessoa não realize ações prejudiciais se utilizando de meios mágicos.
ATHAME – O mesmo em inglês
Adaga de punho negro, lâmina dupla, usada para traçar o círculo e invocar espíritos. É descrita no grimório medieval The Key of Solomon (A Chave de Salomão) e tem um histórico antigo na prática mágica e tradição folclórica.
ATRAIR A LUA PARA BAIXO – DRAWING DOWN THE MOON
Ritual Wiccan para a canalização da Deusa.
AURA – O mesmo em inglês
A força da vida ou energia que rodeia todas as coisas vivas.
AVALON – O mesmo em inglês
Um antigo e mítico nome para a área ao redor de Glastonbury Tor, em Somerset. Siginifica “Ilha das Maçãs” ou o mundo subterrâneo.
AZAZEL ou AZRAEL – O mesmo em inglês
Líder dos Guardiões (Watchers) ou anjos caídos. Em algumas culturas, o Anjo da Morte. É também o nome de um deus bruxo em alguns covens de Bruxaria Tradicional.
BALEFIRE ou NEEDFIRE (ambas sem tradução para o português)
Um fogo especial, aceso com madeiras específicas para propósitos rituais.
BAN
Literalmente traduzido, significa proibir, especificamente em linguagem bruxa, banir ou amaldiçoar.
BANIR – BANISHING
1) Expelir um espírito; 2) Fechar um círculo mágico; 3) Expelir magicamente uma pessoa do coven ou da tradição (colocar sob banição; place under the ban).
BAPHOMET – O mesmo em inglês
Deidade andrógina, com cabeça de bode, supostamente cultuada pelos Cavaleiros Templários. O ocultista francês Eliphas Levi (Séc.XIX) afirmava que ele representava Pan. Alguns ocultistas modernos vêem Baphomet como uma forma do anjo caído Lúcifer, e ele é o deus bruxo em alguns covens tradicionais.
BASTÃO DE CONJURO – CONJURING STICK
Nome tradicional para o bastão mágico.
BEIJO QUÍNTUPLO – FIVE-FOLD KISS
Saudação ritual e bênção na Wicca. Possivelmente de origem árabe.
BELTANE, Fogo Brilhante – BELTANE, Bright Fire
Nome popular céltico para “May Day”
BERNADANTI, Good Walkers - sem tradução para o português
Praticantes de magia medieval italiana, que travaram batalhas espirituais noturnas com as bruxas, acreditando que estas estavam destruindo as colheitas.
BESON
Literalmente “vassoura”; porém é o nome antigo para as vassouras das bruxas (broomstick). Tradicionalmente feita de uma vara de freixo e uma escova feita de vidoeiro, amarrados com cordas de salgueiro (chorão).
BID
Literalmente, oferecer, licitar; em linguajar bruxo: um espírito familiar.
BIDDING, LIGATURE
Literalmente, o mesmo significado que o acima dado, porém em linguajar bruxo significa rezar ou orar para um espírito ou deus.
BOA MULHER – GOOD WOMEN
Termo medieval para as Bruxas que trilhavam seus caminhos com Diana ou Holda.
BODE DE MENDES – GOAT OF MENDES
Antigo nome egípcio para Baphomet
BLACK SHUCK - sem tradução para o português
Nome anglo-oriental para o demoníaco cão negro.
BLASTING ROD - sem tradução para o português
Estaca ou bengala de uma pequena árvore sagrada chamada Blacktorn, usada para amaldiçoar.
BOLLINE - sem tradução para o português
Adaga ritual em forma de foice usada para a coleta de ervas.
BOLO & VINHO – CAKE & VINE
O equivalente da comunhão Cristã na Bruxaria – mas não uma versão degradante dela! Uma refeição consagrada de pães, bolos ou biscoitos com vinho, cidra ou hidromel.
BOM POVO – GOOD PEOPLE, FOLK
Termo tradicional para as fadas.
BONECO – POPPET
Imagem de cera ou boneco de uma pessoa. Usado para cura e maldição.
BROWNIE
Literalmente costuma ser um tipo de bolo, mas na linguagem bruxa é um espírito domesticado para ser o guardião de uma casa.
BULL’S NOON
Literalmente tarde, noite do touro, porém em linguajar bruxo, é o nome poético para “Meia-Noite”.
BURIN - sem tradução para o português
Faca de punho branco usada para propósitos práticos, como por exemplo, gravar sigilos em uma vela.
BRUXO, BRUXA, SÁBIO, SÁBIA, CONJURADOR – CUNNING MAN, CUNNING WOMAN, WISE MAN, WISE WOMAN, WITCH, WIZARD, WICCA, STREGA, CONJUROR
De acordo com os dicionários brasileiros, uma Bruxa ou Bruxo é uma pessoa que faz “feitiçaria. Esta palavra viria do espanhol Brujo, Bruja. Para estudarmos a origem da palavra “Witch”, vejamos o que um dicionário etimológico pode nos passar. De acordo com The Concise Dictionary of English Etymology, Wordsworth Reference, do autor Walter W. Skeat, Witch = Do Inglês Witch – Pré-Shakespeare, wicche, ambos masculino e feminino; a wizard, a witch; Anglo-saxão: wicce. Aqui wicce é feminino de wicca; e wicca é uma corrupção da palavra witega, que significa profeta, vidente, também mago, feiticeiro. Ainda na forma Anglo-saxã, wítan = ver, aliado com witan, saber. Similarmente com o termo da Islândia vitki, mago, sagaz, que vem de vita, saber.
Os termos Cunning man/woman, Wise man/woman são termos mais usados na Bruxaria Tradicional do que na Wicca, e significam genericamente “sábios”. Strega é o termo designado para Bruxos na língua italiana. Wizard, termo medieval francês, significa “sábio” (wise man).
A TCB se utiliza do termo “Wiccan” para designar os seguidores das tradições de Gardner e pós-Gardner por opção à palavra, que pode ser grafada também como Wiccano (como American=Americano), por este ter sido o termo utilizado desde que a Wicca desembarcou no Brasil, portanto mais conhecido.
BRUXO CINZA – GREY WITCH
Praticante da Arte que pode curar ou amaldiçoar.
BRUXO HEREDITÁRIO – HEREDITARY WITCH
Qualquer um nascido dentro de uma família bruxa ou adotado em uma tradição hereditária.
BRUXO SOLITÁRIO – SOLITARY WITCH
Aquele que trabalha sozinho ou somente com um parceiro mágico.
BRUXO TRADICIONAL – TRADITIONAL WITCH
1) Pessoa pertencente a um grupo ou tradição que seja anterior à de Gardner e à Wicca moderna. 2) Coven ou bruxo solitário que segue um caminho tradicional.
CALDEIRÃO – CAULDRON
Uma panela de metal com alça e três pés, usada para ferver porções, como recipiente para água ou para fogo em rituais. Símbolo do princípio feminino e da transformação espiritual.
CASTELO DA ROSA – CASTLE OF THE ROSE
O domínio do mundo subterrâneo da deusa bruxa em seu aspecto negro.
CÁLICE, TAÇA - CHALICE
Copo especial feito de madeira, cerâmica, estanho ou de outros metais, usado para propósitos rituais.
CHIFRUDO, CORNUDO – HORNED ONE, OLD HORNY, OLD NICK
O deus bruxo.
CÍNGULO – CINGULUM
Faixa ou cinto do bruxo, em diferentes cores para denotar a posição ou trabalhos mágicos. Do latim “cingulu”
COMPASS
Literalmente significa “bússola”, mas este também é o nome tradicional para o círculo mágico e seus quadrantes.
CONE DE PODER – CONE OF POWER
A energia física levantada em um círculo para propósitos mágicos.
CONJURAR – CONJURING
Chamar uma deidade ou um espírito de um morto.
COMPANHIA OCULTA – HIDDEN COMPANY
Bruxas desencarnadas que se mantém presas aos laços da terra como espíritos-guias.
CONVENTÍCULO – COVEN, COVINE
A palavra inglesa é muito mais usada do que a sua versão portuguesa, já que de acordo com os nossos dicionários, conventículo significa desde uma assembléia secreta e geralmente ilícita (um ajuntamento clandestino de conspiradores), a um conciliábulo e até mesmo um prostíbulo. A palavra inglesa significa simplesmente “um grupo ou assembléia de bruxos”.
CONVOCADOR – SUMMONER
Oficiante do sexo masculino de um covine tradicional, responsável em organizar os encontros.
COVENDOM - sem tradução para o português
A área da “liga”, ou seja, três milhas ao redor do local de encontro do Coven
COVENSTEAD - sem tradução para o português
Local de encontro de um coven, em lugar aberto ou fechado.
COWAN - sem tradução para o português
Pessoa não iniciada, não praticante ou pessoa de fora. Termo maçônico também utilizado no meio pagão.
DAMA, SENHORA – DAME, LADY
“Dame” é o termo arcaico para “Lady” ou a líder de um coven tradicional.
DANÇA ESPIRAL – MEETING DANCE
Dança para se abrir o círculo
DEDICAÇÃO – DEDICATION
Ritual onde uma pessoa faz um contato individual com os espíritos e se dedica ao caminho.
DEMÔNIO – DEMON
Termo geral para qualquer espírito não-humano.
De acordo com o dicionário etimológico The Concise Dictionary of English Etymologi, Wordsworth Reference, Walter W. Skeat, o termo tem o mesmo sentido tanto em francês, latim e grego, e pode significar um deus, um gênio ou um espírito.
DEOSIL - sem tradução para o português
Mover-se no sentido do relógio ou do sol ao redor do círculo.
DESCIDA DA DEUSA – DESCENT OF THE GODDESS
Canalizar a Deusa através da Alta-Sacerdotisa ou Dama na Wicca.
DIABO – DEVIL
Termo arcaico para o líder masculino de um covine tradicional. Possivelmente do Romani “Duval” ou “pequeno deus”.
DIVINAÇÃO – DIVINATION
Predizer o futuro utilizando-se de cristais, folhas de chá, runas, cartas de baralho, Tarot, lendo-se as palmas das mãos, etc.
DONZELA – MAID, MAIDEN
Jovem assistente da Senhora ou Alta Sacerdotisa.
ELEMENTAL – ELEMENTAL, IMP
Um espírito da natureza (gnomos, ondinas, silfos, salamandras, dríades, elfos, etc). Imp é o nome arcaico para elemental ou familiar.
ELEMENTAR – ELEMENTARY
Forma-pensamento magicamente criada ou familiar.
ELFANE - sem tradução para o português
O reino das fadas.
ELFOS - ELVES
Seres como as fadas. Normalmente com proporções humanas. Na mitologia nórdica, existem os elfos claros e os escuros.
ENCANTO - CHARM
1) Uma rima mágica curta 2) objeto mágico de poder.
ENCRUZILHADA – CROSSROAD, FOUR WAYS
É o local de encontro favorito das bruxas, desde os tempos clássicos.
EQUINÓCIO DE OUTONO – HARVEST HOME
No Hemisfério Norte de 20 a 23 de Setembro, e no Sul, 20 a 23 de Março.
ERA DAS FOGUEIRAS – BURNING TIMES
Termo popular – porém não acurado – usado pelos neo-pagãos e Wiccans para o período da caça às bruxas.
ESBAT - O mesmo em inglês
Encontro mensal de um coven para discutir assuntos internos ou praticar trabalhos mágicos.
EVOCAÇÃO – EVOCATION
Conjuração de elementais, espíritos e sombras.
EXORCISM – EXORCISM
Banir influências negativas, espíritos presos na terra e entidades maldosas.
FAMILIAR – FAMILIAR, IMP, MAGISTELLUS
1) Totem animal de um coven; 2) Espírito, elementar ou elemental servidor usado pela Bruxa para propósitos mágicos; 3) Pequeno animal treinado pela Bruxa e mantido como animal de estimação ou companhia; 4) Imp é o nome arcaico para elemental ou familiar; 5) Magistellus, nome arcaico para espírito familiar.
FASCINAR – FASCINATE
Lançar um glamour ou feitiço em alguém, normalmente pela projeção de energia sexual.
FEITIÇARIA – SORCERY
Sorcery é um termo arcaico para as artes mágicas, especialmente as tidas como negras ou maléficas. O termo português também tinha a mesma conotação.
FEITIÇO – SPELL
Atos ou palavras mágicos, designados para produzir mudanças, influenciar eventos ou pessoas.
FETCH
A tradução literal para este termo seria “alcançar”, “ir buscar”, porém no jargão pagão significa: 1) O espírito projetado de uma Bruxa, algumas vezes na forma animal. 2) Forma pensamento enviada por uma Bruxa para fazer seus trabalhos.
FILTRO – PHILTRE
Nome arcaico para poção, qualquer remédio herbal ou encanto em forma líquida.
FLAGS, FLAX, FODDER & FRIGG - sem tradução para o português
Normalmente abreviado em FFF ou FFFF, usado logo após a assinatura das cartas, etc. Cochrane se utilizava desta forma e ela significa: FLAG – Coração, Casa; FLAX – Roupas; FODDER – Comida e FRIGG (referência clara à deusa nórdica) – Relacionamentos, Amor, Sexo. É uma forma de desejar ao destinatário tudo de bom.
FOGO ÉLFICO – ELF FIRE
Chama usada para acender o balefire sem o uso de metal.
FORQUILHA – STANG
Tradicionalmente um bastão em forquilha usada nos círculos para representar o Deus Chifrudo e a autoridade do Magister. A forquilha normalmente fica no norte, algumas vezes decorada com flores da estação, encabeçada por chifres e velas.
GARRAFA BRUXA - WITCH BOTTLE
Caixa cheia de urina, pregos tortos e agulhas. Pode ser fervida até sua explosão ou enterrada. Serve para afastar os poderes maléficos de alguns bruxos.
GRAU - DEGREE
Estágios de iniciação na Wicca moderna, baseada nos usos Maçônicos.
GARDNERIANO – GARDINERIAN
Seguidor da popular tradição Wiccan fundada por Gerald Gardner (1884-1964).
GEOMANCIA – GEOMANCY
Divinação pelas forças da terra.
GLAMOUR
Um feitiço usando ilusão e fascinação
GRANDE RITO – GREAT RITE
O casamento sagrado. Sexo ritualizado entre o Alto Sacerdote e Alta Sacerdotisa na Wicca. Simbolicamente representado mergulhando-se uma adaga dentro de um cálice.
GRIMÓRIO – GRIMOIRE
Um Livro Negro (Black Book) ou manual de artes mágicas
HAEGESSA - sem tradução para o português
Palavra de origem alemã, significa “Hedge rider” ou “hedge witch”, ou seja “alguém que anda no limite”, entre este mundo e o próximo.
HALLOWS, HALLOWEE’EN
Equivalente ao dia de Finados. 31 de Outubro no Hemisfério Norte, 1o. de Maio no Hemisfério Sul.
HANDFASTING
Cerimônia de casamento Wiccan.
HEATHEN - sem tradução para o português
Termo alemão para os seguidores de religiões pré-cristãs.
HEDGE WITCH (Moderno) - sem tradução para o português
Praticante solitário, normalmente dentro de magia popular (folk magick) e herbalismo.
HEX - sem tradução para o português
1) Amaldiçoar; 2) Nome alemão para bruxo.
HIDROMEL – MEAD
Bebida sagrada feita de mel e maçãs.
HIVE OFF - sem tradução para o português
Quando membros de um coven saem da assembléia, com permissão, para formar um novo coven.
HOBGOBLIN - sem tradução para o português
Espírito do lar.
HOMEM NEGRO – BLACK MAN
Nome histórico para o Demônio ou o líder masculino de um coven.
HOMEN VERDE – GREEN MAN
1) Máscaras de foliões ou tipos pagãos entalhados nas igrejas da época pré-reforma. 2) Personagem folclórico encenado por um homem coberto por folhagens verdes durante as diversões de May Day. 3) Título tradicional para o deus bruxo em seu aspecto de verão, como o Senhor das Florestas Selvagens.
INCUBUS - O mesmo em inglês
Espírito masculino ou forma-pensamento de um predador sexual. Vampiro sexual.
INICIADO – INITIATE
Pessoa que passou por um ritual para partilhar de uma sociedade secreta, grupo ocultista ou um culto.
INVOCAÇÃO – INVOCATION
Uma oração ou pedido a uma deidade.
JANICOT
Nome medieval francês para o deus bruxo.
LEI TRÍPLICE DO RETORNO – THREEFOLD LAW OF RETURN
Uma crença moderna de que se você mandar uma energia negativa está retornará a você desdobrada em três. Veja também em Wiccan Rede.
LIBAÇÃO – LIBATION
Fazer uma oferenda sacrificial de álcool ao espíritos, deuses ou fadas.
LICANTROPIA – LYCANTHROPY
Transformação de um ser humano em um lobisomem ou outro tipo de animal.
LIGA – GARTER
Uma pequena cinta tradicionalmente utilizada pela Alta-Sacerdotisa ou Dama na altura das coxas.
LINHAGEM – LINEAGE
A tradição que inicia uma pessoa e sua árvore familiar.
LIVRO DAS SOMBRAS – BOOK OF SHADOWS
Dentro da Wicca é um livro escrito à mão, sobre rituais, festivais sazonais e feitiços.
LIVRO NEGRO – BLACK BOOK
Grimório ou manual de artes mágicas na Bruxaria Tradicional
LÚCIFER – LUCIFER
O “Portador da Luz”, pode significar Vênus, “a estrela D’Alva”, ou ainda o deus bruxo em seu aspecto solar.
MAGICK
Escrita arcaica para “magia” (magic), agora largamente utilizada para distanciar a Arte dos ilusionistas de palco.
MAGO – MAGUS, MAGICIAN
Praticante do sexo masculino das Artes mágicas; Magus é a palavra arcaica para mago, o persa “magi”.
MALEFICA
A Arte mágica de amaldiçoar.
MANDRAKE
Planta narcótica usada para propósitos mágicos e psíquicos.
MANIFESTAÇÃO – MANIFESTATION
Aparição física de um espírito ou sombra.
MÃO DA GLÓRIA – HAND OF GLORY
Mão decepada de um criminoso usada para propósitos mágicos.
MARCA DO DIABO – DEVILS’S MARK, DIABLO STIGMATA
Tradicionalmente uma tatuagem ritualística feita sob indução.
MEDIDA – MEASURE
Corda utilizada durante a iniciação para medir o corpo do candidato. Sangue é retirado do dedo e salpicado na corda. Era mantido nos velhos tempos, e podia ser usado para “bind” ou “hex”.
MESTRE – MAGISTER, MAN IN BLACK
Magister é o nome em latim para a palavra Mestre. Título para o líder masculino de um covine, como o representante do Deus Chifrudo. Man in Black (Homem de Preto) é um nome popular para o mesmo título.
NECROMANCIA – NECROMANCY
Evocação dos mortos.
NEÓFITO – NEOPHYTE
Iniciante na Arte.
NIDING POLE - sem tradução para o português
Bastão com cabeça de cavalo, preparado magicamente, usado para banir e amaldiçoar.
NORTWAYS - sem tradução para o português
Sem tradução coerente para o português, este termo indica uma direção anti-horária.
NUDEZ RITUAL – SKYCLAD
Provavelmente Gardner emprestou esta prática do Tantra.
OBJETO DE PODER – POWER OBJECT
Qualquer objeto material carregado com energia mágica ou psíquica.
OLHO GORDO – EVIL EYE
A crença de que pessoas podem ferir, causar danos ou até mesmo matar alguém com um vislumbre ou um olhar fixo.
ORÁCULO – ORACLE
Pessoa em um coven tradicional que trabalha com a vidência ou divinação.
OUTRO-MUNDO – OTHERWORLD
1) O mundo espiritual; 2) O Reino dos Arquétipos; 3) Elfane; 4) Realidades e dimensões alternativas; 5) O mundo subterrâneo; 6) O inconsciente coletivo; 7) Aspectos de todos os outros já mencionados.
OVERLOOK - sem tradução para o português
Lançar “mal olhado” (evil eye).
PENDRAGON
Título cerimonial para o rei sagrado de Albion, casado com a deusa da terra.
PENTÁCULO – PENTACLE
Um disco de metal ou madeira representando o elemento terra.
PENTAGRAMA – PENTAGRAM
Estrela de cinco pontas representando os quatro elementos (fogo, terra, ar e água), mais o espírito.
PODEROSOS, OS – MIGHT ONES
1) Os Guardiões (Watchers); 2) Os ancestrais; 3) Guardiães elementais do Círculo; 4) A Companhia Oculta.
PURIFICAÇÃO – PURIFICATION
Abençoar, colocar as impurezas e influências negativas para fora das pessoas e dos objetos.
QUADRANTES – QUARTERS
Os quatro quadrantes que formam o círculo.
QUE ASSIM SEJA – SO MOTE IT BE
Afirmação tradicional para se terminar um feitiço.
RAÇA ÉLFICA – ELVEN RACE
Híbrido humano-fada, descendentes do cruzamento entre os Watchers (guardiões, anjos caídos) e as “filhas do homem”.
RAINHA DE ELFANE – QUEEN OF ELFANE
Nome tradicional para a deusa bruxa em seu aspecto fada.
RAINHA DO SABBAT – QUEEN OF THE SABBAT
Nome arcaico para a Senhora ou Donzela
REI SAGRADO – HOLLY KING
O Deus do ano que está por terminar, do Hallows até May Eve. Quando o ano está por começar a denominação correta é Oak King, ou seja, de May Eve ao Hallows.
RUNAS - RUNES
Alfabeto escandinavo usado para propósitos mágicos ou qualquer outra forma de sigilos mágicos escritos.
SABÁ – SABBAT, SABBATH
Na Wicca são celebrações sazonais. São elas: Imbolc, Beltane, Lughnasadh e Samhain, mais os equinócios de outono e primavera e os solstícios de inverno e verão. Na Bruxaria Tradicional os sabbats são conhecidos como Candlemas Eve, May Eve, Lammas Eve, e Hallows Eve. Algumas vezes Yule, Midsummer e a Twelfth Night também são celebradas.
SCRY - sem tradução para o português
Predizer o futuro através de uma bola de cristal, espelho mágico (Speculum), bacia com água ou tinta.
SEGUNDA VISÃO – SECOND SIGHT
Poderes psíquicos.
SEIDR - sem tradução para o português
Termo nórdico para uma forma de magick mais praticada pelos sacerdotes-videntes de Freya. Acredita-se ser o protótipo da bruxaria medieval.
SENHOR – LORD
1) Tradicionalmente o deus bruxo; 2) Líder masculino do covine.
SENHORA – LADY
1) Tradicionalmente a deusa bruxa; 2) Líder feminina do covine.
SHIMMERING, SHAPESHIFTING ou SHAPECHANGING
Mudar de forma, tomar a forma de um animal.
SIGILO – SIGIL
Símbolo mágico, selo ou figura.
SOMBRA – SHADE
Espírito de um morto ligado à terra.
SPOOK - sem tradução para o português
1) Sombra ou fantasma; 2) Espírito da natureza; 3) Elemental.
SUBMUNDO, INFERNO - HOLLOW HILL
O termo em inglês é uma denominação tradicional.
SUCCUBUS - O mesmo em inglês
Espírito feminino ou forma-pensamento de uma predadora sexual. Vampira sexual.
TALISMÃ – TALISMAN
Objeto de poder mágico usado para atrair boa sorte e fortuna.
THEBAN
Alfabeto mágico medieval, supostamente inventado pelo Papa Honorius e nomeado da mesma forma que a cidade egípcia (Tebas). Muito popular entre magistas modernos e bruxas.
TORRE DE OBSERVAÇÃO – WATCHTOWER
Um dos quatro quadrantes do círculo
TRADIÇÃO FAMILIAR – FAMILY TRADITION, FAMTRAD
Tradição de bruxos passada hereditariamente. O termo “famtrad” é um termo novo utilizado pelos bruxos americanos.
TURÍBULO – THURIBLE
Acessório para se queimar incenso.
TUBAL CAIN
Deidade patrona dos ferreiros e dos cavalos. Nome tradicional para o deus bruxo como um avatar de Lúcifer.
UNGUENTO – ANOINTING OIL
Óleos essenciais usados para purificação, bênçãos e curas.
UNGUENTO DO VÔO DAS BRUXAS – FLYING OITMENT
Também conhecido como “lifting balm” ou “sabbati unguenti”. Uma mistura de ervas narcóticas utilizadas para facilitar a viagem espiritual, ou viagem astral.
VAMPIRO – VAMPIRE
1) Espírito ou sombra predadora; 2) Pessoa viva que drena a força vital de outros seres vivos, como por exemplo o vampiro psíquico.
VELHAS LEIS – OLD LAWS, ARDAINS
Conjunto de leis e regulamentos antigos da Arte. Agora acredita-se que Gardner as inventou nos anos 50.
VIAGEM ASTRAL – ASTRAL TRAVEL
Projeção do corpo astral à viagens neste plano ou no plano espiritual. É também conhecida como “viagem espiritual” e pelos parapsicólogos modernos como “visão remota”.
WARD - sem tradução para o português
1) Banir, assim como em “ward off”; 2) Proteger um lugar ou uma pessoa; 3) Guardião do círculo, humano ou espírito
WARLOCK - sem tradução para o português
Sábio (cunning man) especializado em exorcismo e banimento de espíritos negativos.
WICCACRAEFTE - sem tradução para o português
Palavra do inglês antigo que significa Witchcraft
WICCAN REDE - sem tradução para o português
Estatuto ético moderno, provavelmente criado por Gerald Gardner
WIDDERSHINS
O contrário de deosil - mover-se no sentido contrário ao do relógio ou do sol ao redor do círculo.
WITCHES LADDER
Corda com nós, algumas vezes com contas, usada para feitiços ou como um rosário bruxo.
ABENÇOADO SEJA – BLESSED BE
Cumprimento Wiccan da Tradição Gardneriana
AÇOITE – SCOURGE
Um pequeno açoite usado para levantar poder e ganhar a Segunda Visão.
ADEPTO – ADEPT
Uma pessoa especializada nas artes mágicas. Qualquer pessoa que clame ser um adepto provavelmente não é quem diz ser.
ALEXANDRINO – ALEXANDRIAN
Seguidor da popular tradição Wiccan fundada por Alex Sanders (1926-1988). Sanders afirmava ter sido iniciado por sua avó, que foi uma bruxa galesa. De fato ele provavelmente foi iniciado ou por Pat Kopanski, uma ex-membro do coven de Patrícia Crowther em Sheffield, ou por uma misteriosa alta-sacerdotisa chamada “Medea” nos anos 60. A Tradição Alexandrina é uma mistura de Wicca Gardneriana, Cabbala, magia cerimonial e simbolismo egípcio antigo.
ALBION – O mesmo em inglês
Nome mítico e arcaico para a Inglaterra, e na maioria das vezes genericamente, Bretanha.
ALTAR - O mesmo em inglês
Literalmente uma estrutura elevada, uma placa de rocha plana ou uma tábua de madeira “usada para se fazer oferendas para uma deidade”. A palavra vem do Latim “altare”. Altares podem ser redondos, retangulares, quadrados ou triangulares. O tronco de uma árvore ou ainda uma pedra plana podem ser utilizados como altares. Gerald Gardner afirmava que “nos velhos tempos” o corpo nu de uma mulher era utilizado como um altar e seu simbolismo foi retido no terceiro grau de iniciação no seu Grande Rito. Tradicionalmente, o altar fica ao Norte – o primário espaço sagrado da Arte – e apóia as ferramentas rituais utilizadas no círculo, as velas, incensos e imagens de espíritos e deuses.
ÂMBAR – AMBER
Uma resina amarela natural, translúcida. Hoje em dia é largamente usada para os colares rituais, normalmente pelas alto-sacerdotisas Wiccans.
AMULETO – AMULET
Um objeto de poder consagrado ou não magicamente, usado ou carregado para proteção contra o mal, má sorte e infortúnios gerais. Do Latim “meio de defesa”.
ANCIÃO – ELDER, SENIOR CRAFTER
Normalmente um homem acima dos quarenta anos, com pelo menos vinte anos de experiência em Magia. Toma o papel de “consiglieri” (conselheiro).
ANKH ou Cruz Ansata – ANKH, Crux Ansata
Antigo símbolo egípcio da vida, em forma de cruz em laço.
ANÕES – DWARVES
Pequenos espíritos elementais da terra.
ANTIGOS, OS – OLD ONES
O deus e a deusa da bruxaria.
ARTE - CRAFT
É o nome genérico para a Bruxaria e seus seguidores. O termo inglês “Craft” foi provavelmente emprestado da Maçonaria.
ATAR, SELAR, AMARRAR - BIND
1) Lançar ou selar um feitiço. 2) Prevenir que uma pessoa não realize ações prejudiciais se utilizando de meios mágicos.
ATHAME – O mesmo em inglês
Adaga de punho negro, lâmina dupla, usada para traçar o círculo e invocar espíritos. É descrita no grimório medieval The Key of Solomon (A Chave de Salomão) e tem um histórico antigo na prática mágica e tradição folclórica.
ATRAIR A LUA PARA BAIXO – DRAWING DOWN THE MOON
Ritual Wiccan para a canalização da Deusa.
AURA – O mesmo em inglês
A força da vida ou energia que rodeia todas as coisas vivas.
AVALON – O mesmo em inglês
Um antigo e mítico nome para a área ao redor de Glastonbury Tor, em Somerset. Siginifica “Ilha das Maçãs” ou o mundo subterrâneo.
AZAZEL ou AZRAEL – O mesmo em inglês
Líder dos Guardiões (Watchers) ou anjos caídos. Em algumas culturas, o Anjo da Morte. É também o nome de um deus bruxo em alguns covens de Bruxaria Tradicional.
BALEFIRE ou NEEDFIRE (ambas sem tradução para o português)
Um fogo especial, aceso com madeiras específicas para propósitos rituais.
BAN
Literalmente traduzido, significa proibir, especificamente em linguagem bruxa, banir ou amaldiçoar.
BANIR – BANISHING
1) Expelir um espírito; 2) Fechar um círculo mágico; 3) Expelir magicamente uma pessoa do coven ou da tradição (colocar sob banição; place under the ban).
BAPHOMET – O mesmo em inglês
Deidade andrógina, com cabeça de bode, supostamente cultuada pelos Cavaleiros Templários. O ocultista francês Eliphas Levi (Séc.XIX) afirmava que ele representava Pan. Alguns ocultistas modernos vêem Baphomet como uma forma do anjo caído Lúcifer, e ele é o deus bruxo em alguns covens tradicionais.
BASTÃO DE CONJURO – CONJURING STICK
Nome tradicional para o bastão mágico.
BEIJO QUÍNTUPLO – FIVE-FOLD KISS
Saudação ritual e bênção na Wicca. Possivelmente de origem árabe.
BELTANE, Fogo Brilhante – BELTANE, Bright Fire
Nome popular céltico para “May Day”
BERNADANTI, Good Walkers - sem tradução para o português
Praticantes de magia medieval italiana, que travaram batalhas espirituais noturnas com as bruxas, acreditando que estas estavam destruindo as colheitas.
BESON
Literalmente “vassoura”; porém é o nome antigo para as vassouras das bruxas (broomstick). Tradicionalmente feita de uma vara de freixo e uma escova feita de vidoeiro, amarrados com cordas de salgueiro (chorão).
BID
Literalmente, oferecer, licitar; em linguajar bruxo: um espírito familiar.
BIDDING, LIGATURE
Literalmente, o mesmo significado que o acima dado, porém em linguajar bruxo significa rezar ou orar para um espírito ou deus.
BOA MULHER – GOOD WOMEN
Termo medieval para as Bruxas que trilhavam seus caminhos com Diana ou Holda.
BODE DE MENDES – GOAT OF MENDES
Antigo nome egípcio para Baphomet
BLACK SHUCK - sem tradução para o português
Nome anglo-oriental para o demoníaco cão negro.
BLASTING ROD - sem tradução para o português
Estaca ou bengala de uma pequena árvore sagrada chamada Blacktorn, usada para amaldiçoar.
BOLLINE - sem tradução para o português
Adaga ritual em forma de foice usada para a coleta de ervas.
BOLO & VINHO – CAKE & VINE
O equivalente da comunhão Cristã na Bruxaria – mas não uma versão degradante dela! Uma refeição consagrada de pães, bolos ou biscoitos com vinho, cidra ou hidromel.
BOM POVO – GOOD PEOPLE, FOLK
Termo tradicional para as fadas.
BONECO – POPPET
Imagem de cera ou boneco de uma pessoa. Usado para cura e maldição.
BROWNIE
Literalmente costuma ser um tipo de bolo, mas na linguagem bruxa é um espírito domesticado para ser o guardião de uma casa.
BULL’S NOON
Literalmente tarde, noite do touro, porém em linguajar bruxo, é o nome poético para “Meia-Noite”.
BURIN - sem tradução para o português
Faca de punho branco usada para propósitos práticos, como por exemplo, gravar sigilos em uma vela.
BRUXO, BRUXA, SÁBIO, SÁBIA, CONJURADOR – CUNNING MAN, CUNNING WOMAN, WISE MAN, WISE WOMAN, WITCH, WIZARD, WICCA, STREGA, CONJUROR
De acordo com os dicionários brasileiros, uma Bruxa ou Bruxo é uma pessoa que faz “feitiçaria. Esta palavra viria do espanhol Brujo, Bruja. Para estudarmos a origem da palavra “Witch”, vejamos o que um dicionário etimológico pode nos passar. De acordo com The Concise Dictionary of English Etymology, Wordsworth Reference, do autor Walter W. Skeat, Witch = Do Inglês Witch – Pré-Shakespeare, wicche, ambos masculino e feminino; a wizard, a witch; Anglo-saxão: wicce. Aqui wicce é feminino de wicca; e wicca é uma corrupção da palavra witega, que significa profeta, vidente, também mago, feiticeiro. Ainda na forma Anglo-saxã, wítan = ver, aliado com witan, saber. Similarmente com o termo da Islândia vitki, mago, sagaz, que vem de vita, saber.
Os termos Cunning man/woman, Wise man/woman são termos mais usados na Bruxaria Tradicional do que na Wicca, e significam genericamente “sábios”. Strega é o termo designado para Bruxos na língua italiana. Wizard, termo medieval francês, significa “sábio” (wise man).
A TCB se utiliza do termo “Wiccan” para designar os seguidores das tradições de Gardner e pós-Gardner por opção à palavra, que pode ser grafada também como Wiccano (como American=Americano), por este ter sido o termo utilizado desde que a Wicca desembarcou no Brasil, portanto mais conhecido.
BRUXO CINZA – GREY WITCH
Praticante da Arte que pode curar ou amaldiçoar.
BRUXO HEREDITÁRIO – HEREDITARY WITCH
Qualquer um nascido dentro de uma família bruxa ou adotado em uma tradição hereditária.
BRUXO SOLITÁRIO – SOLITARY WITCH
Aquele que trabalha sozinho ou somente com um parceiro mágico.
BRUXO TRADICIONAL – TRADITIONAL WITCH
1) Pessoa pertencente a um grupo ou tradição que seja anterior à de Gardner e à Wicca moderna. 2) Coven ou bruxo solitário que segue um caminho tradicional.
CALDEIRÃO – CAULDRON
Uma panela de metal com alça e três pés, usada para ferver porções, como recipiente para água ou para fogo em rituais. Símbolo do princípio feminino e da transformação espiritual.
CASTELO DA ROSA – CASTLE OF THE ROSE
O domínio do mundo subterrâneo da deusa bruxa em seu aspecto negro.
CÁLICE, TAÇA - CHALICE
Copo especial feito de madeira, cerâmica, estanho ou de outros metais, usado para propósitos rituais.
CHIFRUDO, CORNUDO – HORNED ONE, OLD HORNY, OLD NICK
O deus bruxo.
CÍNGULO – CINGULUM
Faixa ou cinto do bruxo, em diferentes cores para denotar a posição ou trabalhos mágicos. Do latim “cingulu”
COMPASS
Literalmente significa “bússola”, mas este também é o nome tradicional para o círculo mágico e seus quadrantes.
CONE DE PODER – CONE OF POWER
A energia física levantada em um círculo para propósitos mágicos.
CONJURAR – CONJURING
Chamar uma deidade ou um espírito de um morto.
COMPANHIA OCULTA – HIDDEN COMPANY
Bruxas desencarnadas que se mantém presas aos laços da terra como espíritos-guias.
CONVENTÍCULO – COVEN, COVINE
A palavra inglesa é muito mais usada do que a sua versão portuguesa, já que de acordo com os nossos dicionários, conventículo significa desde uma assembléia secreta e geralmente ilícita (um ajuntamento clandestino de conspiradores), a um conciliábulo e até mesmo um prostíbulo. A palavra inglesa significa simplesmente “um grupo ou assembléia de bruxos”.
CONVOCADOR – SUMMONER
Oficiante do sexo masculino de um covine tradicional, responsável em organizar os encontros.
COVENDOM - sem tradução para o português
A área da “liga”, ou seja, três milhas ao redor do local de encontro do Coven
COVENSTEAD - sem tradução para o português
Local de encontro de um coven, em lugar aberto ou fechado.
COWAN - sem tradução para o português
Pessoa não iniciada, não praticante ou pessoa de fora. Termo maçônico também utilizado no meio pagão.
DAMA, SENHORA – DAME, LADY
“Dame” é o termo arcaico para “Lady” ou a líder de um coven tradicional.
DANÇA ESPIRAL – MEETING DANCE
Dança para se abrir o círculo
DEDICAÇÃO – DEDICATION
Ritual onde uma pessoa faz um contato individual com os espíritos e se dedica ao caminho.
DEMÔNIO – DEMON
Termo geral para qualquer espírito não-humano.
De acordo com o dicionário etimológico The Concise Dictionary of English Etymologi, Wordsworth Reference, Walter W. Skeat, o termo tem o mesmo sentido tanto em francês, latim e grego, e pode significar um deus, um gênio ou um espírito.
DEOSIL - sem tradução para o português
Mover-se no sentido do relógio ou do sol ao redor do círculo.
DESCIDA DA DEUSA – DESCENT OF THE GODDESS
Canalizar a Deusa através da Alta-Sacerdotisa ou Dama na Wicca.
DIABO – DEVIL
Termo arcaico para o líder masculino de um covine tradicional. Possivelmente do Romani “Duval” ou “pequeno deus”.
DIVINAÇÃO – DIVINATION
Predizer o futuro utilizando-se de cristais, folhas de chá, runas, cartas de baralho, Tarot, lendo-se as palmas das mãos, etc.
DONZELA – MAID, MAIDEN
Jovem assistente da Senhora ou Alta Sacerdotisa.
ELEMENTAL – ELEMENTAL, IMP
Um espírito da natureza (gnomos, ondinas, silfos, salamandras, dríades, elfos, etc). Imp é o nome arcaico para elemental ou familiar.
ELEMENTAR – ELEMENTARY
Forma-pensamento magicamente criada ou familiar.
ELFANE - sem tradução para o português
O reino das fadas.
ELFOS - ELVES
Seres como as fadas. Normalmente com proporções humanas. Na mitologia nórdica, existem os elfos claros e os escuros.
ENCANTO - CHARM
1) Uma rima mágica curta 2) objeto mágico de poder.
ENCRUZILHADA – CROSSROAD, FOUR WAYS
É o local de encontro favorito das bruxas, desde os tempos clássicos.
EQUINÓCIO DE OUTONO – HARVEST HOME
No Hemisfério Norte de 20 a 23 de Setembro, e no Sul, 20 a 23 de Março.
ERA DAS FOGUEIRAS – BURNING TIMES
Termo popular – porém não acurado – usado pelos neo-pagãos e Wiccans para o período da caça às bruxas.
ESBAT - O mesmo em inglês
Encontro mensal de um coven para discutir assuntos internos ou praticar trabalhos mágicos.
EVOCAÇÃO – EVOCATION
Conjuração de elementais, espíritos e sombras.
EXORCISM – EXORCISM
Banir influências negativas, espíritos presos na terra e entidades maldosas.
FAMILIAR – FAMILIAR, IMP, MAGISTELLUS
1) Totem animal de um coven; 2) Espírito, elementar ou elemental servidor usado pela Bruxa para propósitos mágicos; 3) Pequeno animal treinado pela Bruxa e mantido como animal de estimação ou companhia; 4) Imp é o nome arcaico para elemental ou familiar; 5) Magistellus, nome arcaico para espírito familiar.
FASCINAR – FASCINATE
Lançar um glamour ou feitiço em alguém, normalmente pela projeção de energia sexual.
FEITIÇARIA – SORCERY
Sorcery é um termo arcaico para as artes mágicas, especialmente as tidas como negras ou maléficas. O termo português também tinha a mesma conotação.
FEITIÇO – SPELL
Atos ou palavras mágicos, designados para produzir mudanças, influenciar eventos ou pessoas.
FETCH
A tradução literal para este termo seria “alcançar”, “ir buscar”, porém no jargão pagão significa: 1) O espírito projetado de uma Bruxa, algumas vezes na forma animal. 2) Forma pensamento enviada por uma Bruxa para fazer seus trabalhos.
FILTRO – PHILTRE
Nome arcaico para poção, qualquer remédio herbal ou encanto em forma líquida.
FLAGS, FLAX, FODDER & FRIGG - sem tradução para o português
Normalmente abreviado em FFF ou FFFF, usado logo após a assinatura das cartas, etc. Cochrane se utilizava desta forma e ela significa: FLAG – Coração, Casa; FLAX – Roupas; FODDER – Comida e FRIGG (referência clara à deusa nórdica) – Relacionamentos, Amor, Sexo. É uma forma de desejar ao destinatário tudo de bom.
FOGO ÉLFICO – ELF FIRE
Chama usada para acender o balefire sem o uso de metal.
FORQUILHA – STANG
Tradicionalmente um bastão em forquilha usada nos círculos para representar o Deus Chifrudo e a autoridade do Magister. A forquilha normalmente fica no norte, algumas vezes decorada com flores da estação, encabeçada por chifres e velas.
GARRAFA BRUXA - WITCH BOTTLE
Caixa cheia de urina, pregos tortos e agulhas. Pode ser fervida até sua explosão ou enterrada. Serve para afastar os poderes maléficos de alguns bruxos.
GRAU - DEGREE
Estágios de iniciação na Wicca moderna, baseada nos usos Maçônicos.
GARDNERIANO – GARDINERIAN
Seguidor da popular tradição Wiccan fundada por Gerald Gardner (1884-1964).
GEOMANCIA – GEOMANCY
Divinação pelas forças da terra.
GLAMOUR
Um feitiço usando ilusão e fascinação
GRANDE RITO – GREAT RITE
O casamento sagrado. Sexo ritualizado entre o Alto Sacerdote e Alta Sacerdotisa na Wicca. Simbolicamente representado mergulhando-se uma adaga dentro de um cálice.
GRIMÓRIO – GRIMOIRE
Um Livro Negro (Black Book) ou manual de artes mágicas
HAEGESSA - sem tradução para o português
Palavra de origem alemã, significa “Hedge rider” ou “hedge witch”, ou seja “alguém que anda no limite”, entre este mundo e o próximo.
HALLOWS, HALLOWEE’EN
Equivalente ao dia de Finados. 31 de Outubro no Hemisfério Norte, 1o. de Maio no Hemisfério Sul.
HANDFASTING
Cerimônia de casamento Wiccan.
HEATHEN - sem tradução para o português
Termo alemão para os seguidores de religiões pré-cristãs.
HEDGE WITCH (Moderno) - sem tradução para o português
Praticante solitário, normalmente dentro de magia popular (folk magick) e herbalismo.
HEX - sem tradução para o português
1) Amaldiçoar; 2) Nome alemão para bruxo.
HIDROMEL – MEAD
Bebida sagrada feita de mel e maçãs.
HIVE OFF - sem tradução para o português
Quando membros de um coven saem da assembléia, com permissão, para formar um novo coven.
HOBGOBLIN - sem tradução para o português
Espírito do lar.
HOMEM NEGRO – BLACK MAN
Nome histórico para o Demônio ou o líder masculino de um coven.
HOMEN VERDE – GREEN MAN
1) Máscaras de foliões ou tipos pagãos entalhados nas igrejas da época pré-reforma. 2) Personagem folclórico encenado por um homem coberto por folhagens verdes durante as diversões de May Day. 3) Título tradicional para o deus bruxo em seu aspecto de verão, como o Senhor das Florestas Selvagens.
INCUBUS - O mesmo em inglês
Espírito masculino ou forma-pensamento de um predador sexual. Vampiro sexual.
INICIADO – INITIATE
Pessoa que passou por um ritual para partilhar de uma sociedade secreta, grupo ocultista ou um culto.
INVOCAÇÃO – INVOCATION
Uma oração ou pedido a uma deidade.
JANICOT
Nome medieval francês para o deus bruxo.
LEI TRÍPLICE DO RETORNO – THREEFOLD LAW OF RETURN
Uma crença moderna de que se você mandar uma energia negativa está retornará a você desdobrada em três. Veja também em Wiccan Rede.
LIBAÇÃO – LIBATION
Fazer uma oferenda sacrificial de álcool ao espíritos, deuses ou fadas.
LICANTROPIA – LYCANTHROPY
Transformação de um ser humano em um lobisomem ou outro tipo de animal.
LIGA – GARTER
Uma pequena cinta tradicionalmente utilizada pela Alta-Sacerdotisa ou Dama na altura das coxas.
LINHAGEM – LINEAGE
A tradição que inicia uma pessoa e sua árvore familiar.
LIVRO DAS SOMBRAS – BOOK OF SHADOWS
Dentro da Wicca é um livro escrito à mão, sobre rituais, festivais sazonais e feitiços.
LIVRO NEGRO – BLACK BOOK
Grimório ou manual de artes mágicas na Bruxaria Tradicional
LÚCIFER – LUCIFER
O “Portador da Luz”, pode significar Vênus, “a estrela D’Alva”, ou ainda o deus bruxo em seu aspecto solar.
MAGICK
Escrita arcaica para “magia” (magic), agora largamente utilizada para distanciar a Arte dos ilusionistas de palco.
MAGO – MAGUS, MAGICIAN
Praticante do sexo masculino das Artes mágicas; Magus é a palavra arcaica para mago, o persa “magi”.
MALEFICA
A Arte mágica de amaldiçoar.
MANDRAKE
Planta narcótica usada para propósitos mágicos e psíquicos.
MANIFESTAÇÃO – MANIFESTATION
Aparição física de um espírito ou sombra.
MÃO DA GLÓRIA – HAND OF GLORY
Mão decepada de um criminoso usada para propósitos mágicos.
MARCA DO DIABO – DEVILS’S MARK, DIABLO STIGMATA
Tradicionalmente uma tatuagem ritualística feita sob indução.
MEDIDA – MEASURE
Corda utilizada durante a iniciação para medir o corpo do candidato. Sangue é retirado do dedo e salpicado na corda. Era mantido nos velhos tempos, e podia ser usado para “bind” ou “hex”.
MESTRE – MAGISTER, MAN IN BLACK
Magister é o nome em latim para a palavra Mestre. Título para o líder masculino de um covine, como o representante do Deus Chifrudo. Man in Black (Homem de Preto) é um nome popular para o mesmo título.
NECROMANCIA – NECROMANCY
Evocação dos mortos.
NEÓFITO – NEOPHYTE
Iniciante na Arte.
NIDING POLE - sem tradução para o português
Bastão com cabeça de cavalo, preparado magicamente, usado para banir e amaldiçoar.
NORTWAYS - sem tradução para o português
Sem tradução coerente para o português, este termo indica uma direção anti-horária.
NUDEZ RITUAL – SKYCLAD
Provavelmente Gardner emprestou esta prática do Tantra.
OBJETO DE PODER – POWER OBJECT
Qualquer objeto material carregado com energia mágica ou psíquica.
OLHO GORDO – EVIL EYE
A crença de que pessoas podem ferir, causar danos ou até mesmo matar alguém com um vislumbre ou um olhar fixo.
ORÁCULO – ORACLE
Pessoa em um coven tradicional que trabalha com a vidência ou divinação.
OUTRO-MUNDO – OTHERWORLD
1) O mundo espiritual; 2) O Reino dos Arquétipos; 3) Elfane; 4) Realidades e dimensões alternativas; 5) O mundo subterrâneo; 6) O inconsciente coletivo; 7) Aspectos de todos os outros já mencionados.
OVERLOOK - sem tradução para o português
Lançar “mal olhado” (evil eye).
PENDRAGON
Título cerimonial para o rei sagrado de Albion, casado com a deusa da terra.
PENTÁCULO – PENTACLE
Um disco de metal ou madeira representando o elemento terra.
PENTAGRAMA – PENTAGRAM
Estrela de cinco pontas representando os quatro elementos (fogo, terra, ar e água), mais o espírito.
PODEROSOS, OS – MIGHT ONES
1) Os Guardiões (Watchers); 2) Os ancestrais; 3) Guardiães elementais do Círculo; 4) A Companhia Oculta.
PURIFICAÇÃO – PURIFICATION
Abençoar, colocar as impurezas e influências negativas para fora das pessoas e dos objetos.
QUADRANTES – QUARTERS
Os quatro quadrantes que formam o círculo.
QUE ASSIM SEJA – SO MOTE IT BE
Afirmação tradicional para se terminar um feitiço.
RAÇA ÉLFICA – ELVEN RACE
Híbrido humano-fada, descendentes do cruzamento entre os Watchers (guardiões, anjos caídos) e as “filhas do homem”.
RAINHA DE ELFANE – QUEEN OF ELFANE
Nome tradicional para a deusa bruxa em seu aspecto fada.
RAINHA DO SABBAT – QUEEN OF THE SABBAT
Nome arcaico para a Senhora ou Donzela
REI SAGRADO – HOLLY KING
O Deus do ano que está por terminar, do Hallows até May Eve. Quando o ano está por começar a denominação correta é Oak King, ou seja, de May Eve ao Hallows.
RUNAS - RUNES
Alfabeto escandinavo usado para propósitos mágicos ou qualquer outra forma de sigilos mágicos escritos.
SABÁ – SABBAT, SABBATH
Na Wicca são celebrações sazonais. São elas: Imbolc, Beltane, Lughnasadh e Samhain, mais os equinócios de outono e primavera e os solstícios de inverno e verão. Na Bruxaria Tradicional os sabbats são conhecidos como Candlemas Eve, May Eve, Lammas Eve, e Hallows Eve. Algumas vezes Yule, Midsummer e a Twelfth Night também são celebradas.
SCRY - sem tradução para o português
Predizer o futuro através de uma bola de cristal, espelho mágico (Speculum), bacia com água ou tinta.
SEGUNDA VISÃO – SECOND SIGHT
Poderes psíquicos.
SEIDR - sem tradução para o português
Termo nórdico para uma forma de magick mais praticada pelos sacerdotes-videntes de Freya. Acredita-se ser o protótipo da bruxaria medieval.
SENHOR – LORD
1) Tradicionalmente o deus bruxo; 2) Líder masculino do covine.
SENHORA – LADY
1) Tradicionalmente a deusa bruxa; 2) Líder feminina do covine.
SHIMMERING, SHAPESHIFTING ou SHAPECHANGING
Mudar de forma, tomar a forma de um animal.
SIGILO – SIGIL
Símbolo mágico, selo ou figura.
SOMBRA – SHADE
Espírito de um morto ligado à terra.
SPOOK - sem tradução para o português
1) Sombra ou fantasma; 2) Espírito da natureza; 3) Elemental.
SUBMUNDO, INFERNO - HOLLOW HILL
O termo em inglês é uma denominação tradicional.
SUCCUBUS - O mesmo em inglês
Espírito feminino ou forma-pensamento de uma predadora sexual. Vampira sexual.
TALISMÃ – TALISMAN
Objeto de poder mágico usado para atrair boa sorte e fortuna.
THEBAN
Alfabeto mágico medieval, supostamente inventado pelo Papa Honorius e nomeado da mesma forma que a cidade egípcia (Tebas). Muito popular entre magistas modernos e bruxas.
TORRE DE OBSERVAÇÃO – WATCHTOWER
Um dos quatro quadrantes do círculo
TRADIÇÃO FAMILIAR – FAMILY TRADITION, FAMTRAD
Tradição de bruxos passada hereditariamente. O termo “famtrad” é um termo novo utilizado pelos bruxos americanos.
TURÍBULO – THURIBLE
Acessório para se queimar incenso.
TUBAL CAIN
Deidade patrona dos ferreiros e dos cavalos. Nome tradicional para o deus bruxo como um avatar de Lúcifer.
UNGUENTO – ANOINTING OIL
Óleos essenciais usados para purificação, bênçãos e curas.
UNGUENTO DO VÔO DAS BRUXAS – FLYING OITMENT
Também conhecido como “lifting balm” ou “sabbati unguenti”. Uma mistura de ervas narcóticas utilizadas para facilitar a viagem espiritual, ou viagem astral.
VAMPIRO – VAMPIRE
1) Espírito ou sombra predadora; 2) Pessoa viva que drena a força vital de outros seres vivos, como por exemplo o vampiro psíquico.
VELHAS LEIS – OLD LAWS, ARDAINS
Conjunto de leis e regulamentos antigos da Arte. Agora acredita-se que Gardner as inventou nos anos 50.
VIAGEM ASTRAL – ASTRAL TRAVEL
Projeção do corpo astral à viagens neste plano ou no plano espiritual. É também conhecida como “viagem espiritual” e pelos parapsicólogos modernos como “visão remota”.
WARD - sem tradução para o português
1) Banir, assim como em “ward off”; 2) Proteger um lugar ou uma pessoa; 3) Guardião do círculo, humano ou espírito
WARLOCK - sem tradução para o português
Sábio (cunning man) especializado em exorcismo e banimento de espíritos negativos.
WICCACRAEFTE - sem tradução para o português
Palavra do inglês antigo que significa Witchcraft
WICCAN REDE - sem tradução para o português
Estatuto ético moderno, provavelmente criado por Gerald Gardner
WIDDERSHINS
O contrário de deosil - mover-se no sentido contrário ao do relógio ou do sol ao redor do círculo.
WITCHES LADDER
Corda com nós, algumas vezes com contas, usada para feitiços ou como um rosário bruxo.
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